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Decisão

Alugar ou comprar andaime: quando cada opção compensa

A decisão depende de duas variáveis: com que frequência a empresa precisa de acesso e por quanto tempo o material fica parado em cada obra. Quem usa andaime de forma pontual, em obra com começo e fim, aluga. Quem usa acesso o ano inteiro, com equipes próprias e demanda contínua, chega a um ponto em que o aluguel acumulado passa a não fazer sentido.

O que costuma faltar nessa conta é o custo de ter material próprio depois da compra: guarda, transporte, inspeção, manutenção, reposição de peça perdida e responsabilidade técnica. Comprar troca uma despesa recorrente por um ativo que precisa ser administrado.

5 min de leitura 942 palavras

Soldador trabalhando em peça de andaime dentro do galpão de fabricação

Quando alugar compensa

  • Obra pontual, com prazo definido e sem repetição prevista.
  • Pico de demanda acima da capacidade do material próprio, como parada de manutenção.
  • Necessidade de sistema diferente do que a empresa tem, para uma geometria específica.
  • Obra distante da base da empresa, em que transportar material próprio não compensa.
  • Situação em que a empresa não quer assumir guarda, inspeção e manutenção do material.

A locação também resolve o problema de volume variável. Frente que cresce durante a obra pede material adicional, e ampliar um contrato é mais simples que comprar peça no meio do serviço.

Quando comprar compensa

  • Uso contínuo ao longo do ano, com frentes de serviço se sucedendo sem intervalo.
  • Material que fica montado por muitos meses seguidos, em que o aluguel acumula sem interrupção.
  • Empresa com equipe própria capacitada e estrutura para guardar, inspecionar e manter o material.
  • Necessidade de disponibilidade imediata, sem depender da agenda de terceiros.
  • Padronização: manter o mesmo sistema em todas as obras simplifica montagem e treinamento.

Indústria com manutenção própria costuma estar nesse grupo. O acesso é necessidade permanente, e ter um núcleo de material próprio evita mobilização a cada serviço pequeno.

O que muda entre alugar e comprar

Locação e compra de andaime, comparadas por item de custo e de responsabilidade
ItemLocaçãoCompra
DesembolsoRecorrente, enquanto o material estiver na obraConcentrado na aquisição
DisponibilidadeDepende da agenda e do estoque do fornecedorImediata, dentro do que a empresa possui
Guarda e pátioDo fornecedorDa empresa, com área e organização próprias
Inspeção e manutençãoDo fornecedor, entre uma locação e outraDa empresa, de forma contínua
Reposição de peçaReposta pelo fornecedor, com cobrança de perda quando houverComprada pela empresa, quando faltar
TransportePor contrato, ida e voltaDe cada obra para a próxima, por conta da empresa
Volume variávelFácil de ampliarLimitado ao que foi comprado
Sistema diferenteEscolhido por obraFixo, conforme a aquisição

O custo que aparece depois da compra

Material próprio precisa de pátio coberto ou pelo menos organizado, com separação por tipo de peça. Peça empilhada em qualquer lugar amassa, empena e corrói, e peça danificada não sobe.

Precisa também de rotina de inspeção e de descarte. Alguém tem que decidir o que volta ao estoque, o que é recuperado e o que sai de circulação. Sem esse controle, o estoque envelhece por dentro e a obra descobre isso no dia da montagem.

Some a isso a perda natural entre obras. Peça pequena some, e o inventário que não é conferido no retorno vira falta na obra seguinte.

O modelo misto, que resolve a maioria dos casos

A configuração mais comum em empresa com demanda constante é comprar um núcleo de material, dimensionado pela necessidade de rotina, e alugar o excedente nos picos. O núcleo cobre manutenção diária e serviço pequeno, e a locação cobre parada, obra grande e geometria fora do padrão.

Esse arranjo evita os dois extremos: comprar demais e ficar com material parado, ou alugar tudo e pagar recorrência por uso que nunca cessa.

Quando a compra entra, a fabricação própria faz diferença na reposição. Peça de reposição fabricada pelo mesmo fornecedor mantém a compatibilidade do sistema, o que não acontece quando o estoque vira mistura de peças de origens diferentes.

O que perguntar antes de comprar

Compra de andaime é compra de ativo, e ativo se avalia pelo que vem depois da entrega. Antes de fechar, vale perguntar:

  • Quem fabrica a peça, e se a reposição sai do mesmo fornecedor no futuro.
  • Qual o material e o tratamento de superfície, e como ele se comporta em ambiente agressivo ou litorâneo.
  • Qual a carga admissível do sistema e qual documentação acompanha a venda.
  • Se existe peça sob medida para o caso da empresa, ou se o arranjo terá que se adaptar ao catálogo.
  • Como é a compatibilidade com o material que a empresa já possui, quando houver.
  • Quais componentes têm desgaste mais rápido e precisam de reposição frequente.
  • Se o fornecedor também aluga, para cobrir os picos sem trocar de sistema.

A última pergunta costuma ser a mais útil. Comprar de um fornecedor que também tem material em locação permite ampliar o volume no pico mantendo a mesma peça, e isso evita ter dois sistemas incompatíveis no mesmo pátio.

[[PENDENTE: condições comerciais, garantia e prazo de fornecimento na venda de andaime]]

Como fazer a conta na sua empresa

  • Levante quantos meses por ano a empresa teve andaime montado em alguma frente.
  • Separe o volume que é constante do volume que é de pico.
  • Liste o que hoje é pago em locação por esse volume constante.
  • Estime o custo de guarda, inspeção, manutenção, transporte interno e reposição do material próprio.
  • Verifique se a empresa tem equipe capacitada em NR 18 e NR 35 para montar sem contratar mão de obra.
  • Considere a padronização do sistema, que reduz tempo de montagem e de treinamento.

Se o volume constante for pequeno, alugar continua sendo a resposta. Se ele for relevante e permanente, comprar o núcleo tende a se pagar, e o excedente segue em locação.

Normas citadas neste artigo

  • NR 18, Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção

Este texto é orientativo e não substitui o texto oficial das normas nem o procedimento da obra. Em caso de divergência, prevalece a redação vigente da norma.

Autoria e revisão

Publicado por Tec Lit Serviços, empresa de locação, venda, fabricação e montagem de andaime em Aracruz, ES, no mercado desde 1992.

Revisão técnica: [[PENDENTE: nome, função e registro do responsável técnico que revisa os artigos]]

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